terça-feira, 11 de janeiro de 2011
26 - O OBSERVATÓRIO ASTRONÓMICO DA PENHA
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
25 - O METRO DE GUIMARÃES
Já se imagina a voz feminina seca, mecânica, com a nuance do sotaque a ser considerada (sim, porque dizer os nomes das paragens com sotaque é um manifesto): Bila Flor, interfáce multimodale, correspundência Estaçoum CP. Alto da Baundeira, estaçoum terminal. Que classe, que espectáculo.
A proposta foi debatida e sedimentada numa pastelaria do centro da cidade, em vinte minutos, por Alcides Pacheco e Carlos Maria Brandão, após seis meses de estudos sociológicos, viários, de solos e de comportamento animal. O desenho da linha e o estudo de pormenor foram encomendados a Enfático Costa, de Ronfe, que, segundo sms que nos enviou, se inspirou na teoria das constelações, em que as estações são estrelas e, unidas, desenham nem mais nem menos que o inspirador e vimaranense Afonso Henriques, na maior homenagem espacial que o monarca já teve. Carregar no desenho para ampliar, boas festas, boas festas, cá nos vemos em Janeiro.
A planta do metro de Guimarães. Carregar para ampliar e constatar o assombro deste projecto tripante.segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
24 - O GUIMARÃES FOOTBALLERS - SIT VIS VOBISCUM
É certo e bem sabido que a concorrência é saudável. E que os monopólios são bem piores que os duopólios. É certo e sabido também que cidade que se preze e à grandeza aspira tem, pelo menos, uma grande e saudável intra-rivalidade: academia contra comércio (a mítica town vs gown de Cambridge), padralhada versus pecadores (os míticos ppp's de Braga), interistas versus milanistas (o mítico derby della madoninna), riveristas versus bocas (o mítico superclássico de Buenos Aires), bairro sul versus bairro norte (nas danças do S. Pedrinho da Póvoa), gunas ribeireiros versus betos fozeiros (no Porto) e por aí fora.
Chegados a Guimarães, ofegantes e a transpirar grandeza e megalomania, fácil é verificar que estamos unidos em grande parte das coisas. Ora, este unanimismo nem sempre é positivo. Assim sendo, a pergunta impõe-se: o que podemos dividir para reinar? E a resposta surge óbvia, como a estátua de Afonso Henriques ao subir o Carmo: o futebol. O futebol?, perguntará o leitor ávido de esclarecimento. Sim, responderei com a calma que me carateriza nestes momentos difíceis: porque o futebol, citando um antigo treinador do Vitória, é a coisa mais importante das coisas menos importantes das nossas vidas. E nós, evidentemente, não queremos cisões em coisas com importância, como por exemplo acabar com as Guaterianas ou invadir o Concelho de Fafe. A cidade precisa, sim, de um clube rival para o Vitória. E o próprio Vitória, até mais que a cidade, precisa de um clube rival que o engrandeça. Um pouco tese-antítese-síntese, para me armar em Hegeliano de bancada.
E que clube seria esse?, perguntará o leitor já com um certo nervoso miudinho. Não poderá ser um clube qualquer, uma criação ex novo. Terá que ter um passado em branco, capaz de receber a inscrição de uma história de glória adiada e de um sem número de tradições capazes de granjear o público mais velho que em Guimarães não apoie o Vitória - raridade - e o público mais novo que hoje - raridade - ainda não apoia o Vitória. Para tal, nada melhor que pegar no obscuro Guimarães Footballers, fundado nos idos de 1931 no Liceu Nacional de Guimarães especificamente para participar no interturmas desse ano e que, vencido este, disputou um jogo com a turma do antigo quinto ano de Mecanotecnia da Escola Industrial tendo perdido por 6-1. O GMRF começaria logo a distinguir-se por ser o único clube que tem Guimarães na denominação, o que lhe daria um considerável impulso de implementação. Zás.
Nesta altura, estará o leitor mais fervoroso a afiar uma faca-Rambo comprada na Marchaves e a dirigir-se para a minha residência, para me explicar um sem número de coisas. Corro o risco de pé, é certo, ciente que esta seria, sem dúvida, uma grande solução para a cidade: as discussões seriam ainda mais acaloradas, as famílias dividir-se-iam tipo do género Capuletos e Montéquios, a rivalidade com o Braga seria ignorada, com o putativo isolamento e eventual extinção, por secagem, do Sporting dos Arcebispos e, no meio deste delírio, o Vitória e a cidade de Guimarães emergeriam mais citius, mais altius e mais fortius. Abaixo se apresenta o emblema do GMRF, redesenhado a partir do original por Carlos Maria Brandão. As cores são o verde e o branco não por serem assim no emblema original ou por se pretender uma ligação às cores oficiais da cidade, mas porque o arquitecto só tinha canetas dessa cor e a folha era branca. Allez GMRF allez (nunca percebi o porquê do francês nos cânticos da bola, mas isso é outra história).

Carregar para ampliar.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
[curto intermézio] [editado, desculpado]
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
23 - OPERAÇÃO PADRÃO
Assim, e juntando premissa um e dois, o Oh Guimarães propõe a revolucionária OPERAÇÃO PADRÃO: a mudança estratégica do Padrão do Salado para o desemboque da Rua de Santa Maria na Praça da Oliveira, ali entre a Pousada e a Igreja. Esta operação só traz vantagens para o próprio Padrão, para a Praça onde se encontra e, em último caso, para a micro-economia vimaranense. Vejamos:
a) com o realojamento do Padrão do Salado no cantinho da Praça da Oliveira, a Praça fica muito mais predisposta a ser metodicamente preenchida por esplanadas. Afinal, toda a gente sabe que é o empreendedorismo da restauração que mantem a Oliveira viva.
b) Com a nova reorganização esplanadar da Oliveira, mais pessoas a ela acorrerão, podendo desfrutar da unicidade das suas vistas e da sua beleza. Ainda por cima, podem ver o milagre que se fez ao próprio Padrão.
c) Ao realojar-se o Padrão do Salado naquele cantinho, é o próprio Padrão que deixa de servir de mesa de esplanada, ficando muito mais resguardado ou, quiçá, adstrito à esplanada da Pousada, que é mais calminha que as outras.
Como é fácil de se ver, a Operação Padrão apenas traz vantagens. Encontre o leitor um inconveniente que seja e elenque-o na caixa de comentários. É impossível.
Abaixo se apresenta uma renderização do antes e do depois da execução do pré-ante-projecto de realojamento do padrão, brilhantemente maquetada pelo Arquitecto Carlos Maria Brandão.
A Praça da Oliveira nos tempos que correm. Na imagem é visível que o Padrão do Salado é um empecilho à harmoniosa disseminação esplanadar.(carregar para ampliar)
A Praça da Oliveira depois da Operação Padrão. Impecável: o Padrão continua lá e as esplanadas florescem como deve ser.(carregar para ampliar)
* imagens recolhidas de ortofotomapa acessível aqui.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
22 - O BCdG

segunda-feira, 8 de novembro de 2010
21 - UM BANKSYZINHO NO MONTE LATITO

terça-feira, 2 de novembro de 2010
20 - UM SKYLINE PARA CREIXOMIL
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
19 - O AUIG
A linha de partida será no actual sentido descendente da Av. De S. Gonçalo. A curva em U antes da recta da meta chamar-se-á curva da morte, criando-se o mito urbano que nela pereceu o primeiro piloto que a tentou fazer, um tipo de São Clemente de Sande. O Triângulo Comercial é arrasado para abrir a curva para a Alameda Alfredo Pimenta. Faz-se um favor ao urbanismo e reinstala-se o comércio distribuindo-o pela estrutura do paddock, ali ao Inatel, e pela bancada Pingo Doce, em frente ao dito. É feito um alargamento no pescoço de garrafa da Alameda Mariano Felgueiras, para que se cumpra a distância de segurança entre os dois sentidos da corrida.
Mónaco, Europa, Phoenix, Arizona, EUA, Adelaide, Austrália e oh, Guimarães, Minho, Portugal. Aparentemente, cidades sem pontos comuns. Em cinco anos, cidades geminadas, protocolos de intercâmbio e cooperação e isso tudo. Porquê? Por causa do AUIG: Autódromo Urbano Internacional de Guimarães que a partir de 2015 deverá acolher o regresso da F1 a Portugal. Palavras para quê? Um renderzinho vale mais que uns centos delas.

AUIG - Autódromo Internacional Urbano de Guimarães: idealizado por Alcides Pacheco e Demóstenes Monteiro, projectado e desenhado por Carlos Maria Brandão. Potente. Já estou a ver isto acontecer entre a S. Gonçalo e a Alameda. É clicar para ampliar.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
18 - PLAQUINHAS NAS FACHADAS
(Esta era porreira por no Toural de cima.)
ou
Nesta cervejaria jantou, em 2009, The Legendary Tiger Man.
Nestas termas foi a banhos Lord Byron. Aqui se diz ter inventado a expressão “Glorious Eden”, que mais tarde aplicaria à vila de Sintra.
Fixolas, não?

