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segunda-feira, 24 de maio de 2010

5 – OS OBELISCOS DA VIMARANENSIDADE DE RONFE

Portugal, no geral, e Guimarães, em particular, têm pouquíssima tradição de homenagear as suas gentes, os seus soldados desconhecidos. Um coisito aqui, um monumento ali, vai fanfarra e tudo se compõe. Com a grandeza que se lhe imprime, a Cidade de Guimarães homenageia não os seus mortos, não os seus vivos, não os seus ilustres, não os seus desconhecidos, mas sim todos, repetimos, todos os seus habitantes, passados, presentes, futuros, mortos, vivos e por viver, desde a fundacional Mumadona Dias até ao fim do Tempo. Em grande, como deve ser. É por isso – por essa sublimação do ser vimaranense – que apresentamos os Obeliscos da Vimaranensidade, obras triunfais e gigantísticas do Arquitecto Carlos Maria Brandão, a serem edificadas no extremo oeste do concelho de Guimarães, mais precisamente em Ronfe. Os dois obeliscos serão visíveis de quase todo o concelho (excepto Matamá, Arosa e Castelões) e, sobretudo, serão visíveis do mar, dignificando a sua grandiosidade, assinando o seu pioneirismo.

Os Obeliscos da Vimaranensidade, prismas de secção quadrada de sessenta e três por sessenta e três metros de lado, serão edificados em betão maciço (com inertes oriundos da pedreira de Gonça, sustentados, deste modo, com matéria prima local) e terão altimetrias vincadamente diferentes: o obelisco 1 com cerca de quatrocentos e dezassete metros e o seu irmão 2 com quatrocentos e quinze metros contados desde a base até ao seu topo. Na sua base estará uma via rápida, a rotunda Porta do Sol e dois jardins bem esgalhadinhos por um paisagista francês.

E agora a injecção de vimaranensidade, protegei-vos ò mais sensíveis: os Obeliscos terão inscritos nas suas paredes os nomes de todos os vimaranenses constantes em registos – dos paroquiais aos civis, da Colegiada da Oliveira à Conservatória – bem como de todos aqueles cujo nome consta das Finanças ou do Registo Predial desde que o rei fez anos até hoje. No segundo obelisco, serão deixadas duas paredes em branco, em homenagem aos vimaranenses omissos e desconhecidos e, de cem em cem anos, serão gravados, nas duas restantes paredes, os nomes de todos os vimaranenses. Quando estiverem preenchidas as oito paredes úteis, erigir-se-á um terceiro obelisco (e aqui a ideia é superior, admitimos, tentem lá imaginar, a exemplo, o skyline manhattanesco com três colunas em vez de duas... ui... sensibilizámo-nos quando reflectimos nisto), cujo projecto, graciosamente, o Arquitecto Carlos Maria Brandão, deixará escrito, pronto a executar em Gondar ou Vermil, nesse momento seleccionando a freguesia que mais o merecer. Ora vejam lá aqui abaixo o projecto arquitectónico do que estamos a falar. Brutal, não?



Obeliscos da Vimaranensidade. Projecto: Prof. Arqº Carlos Maria Brandão. Carregar na imagem para a ver ampliada e em grande parte do seu parcial esplendor.